A notícia levou a Pfizer a subir mais de 4% na bolsa de valores americana

Nesta quarta-feira (01), a gigante farmacêutica Pfizer, em parceria com a empresa de biotecnologia BioNTech, realizou testes promissores com uma vacina experimental contra o novo coronavírus. A vacina estimulou a imunidade dos pacientes saudáveis, mas causou alguns efeitos colaterais em doses mais altas, como febre.

Os testes randômicos foram aplicados em 45 voluntários que receberam três doses da vacina ou placebo. Em 12 foram aplicados uma dose de 10 microgramas, outros 12 tomaram 30 microgramas, outros 12 receberam 100 microgramas e os 9 restantes foram tratados com placebo.

A dose mais alta, de 100 microgramas, deu efeitos colaterais em metade dos participantes, principalmente febre.

Após a segunda dose de injeção, 8,3% do grupo de 10 microgramas e 75% do grupo de 30 microgramas também tiveram febre e distúrbios de sono. Os efeitos, entretanto, não foram graves e não resultaram em hospitalizações.

A vacina gerou anticorpos contra a covid-19 e, em alguns casos, neutralizaram o vírus, o que leva a crer que o medicamento é capaz de parar o funcionamento do coronavírus, mas não se sabe ainda se o alto nível de anticorpos é capaz de gerar imunidade à doença.

Os resultados positivos fizeram a Pfizer subir mais de 4% na bolsa de valores americana.