Subprocurador-geral Lucas Furtado pede que pagamentos sejam interrompidos até o governo garantir informações fiscais

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a apuração do impacto fiscal do  auxílio emergencial e a suspensão da prorrogação do benefício por dois meses , até que o governo apresente informações fiscais detalhadas sobre as novas parcelas.

“Suspenda, cautelarmente, a prorrogação do auxílio emergencial , até que se aprecie o mérito da questão, ou até que o governo apresente os estudos e fundamentações de que cuida o item anterior”, escreveu o suprocurador-geral Lucas Furtado no pedido de suspensão.

O subprocurador-geral argumenta citando o alto custo do programa emergencial e diz pensar nas gerações futuras de brasileiros. “Preciso iniciar esta representação alertando que o que requeiro aqui, o faço pelos meus filhos! Não literalmente, é claro, mas por todos os filhos dos pais brasileiros, pelas gerações mais novas, pois o que está em jogo é o futuro delas!”, escreveu Furtado.

Nesta semana, o governo oficializou a prorrogação do auxílio por mais dois meses, com pagamento de mais três parcelas, em decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro . “Nós esperamos que ao final dela [a prorrogação do auxílio prevista no decreto] a economia já esteja reagindo, para que nós voltemos à normalidade o mais rapidamente possível”, disse Bolsonaro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também disse torcer por isso, mas deixou aberta a possibilidade de uma nova ampliação do programa.

Para pagar as novas parcelas já autorizadas, o governo liberou mais R$ 101 bilhões para o auxílio , levando o gasto total com o programa a R$ 254 bilhões, segundo os balanços da própria equipe de Guedes.