Doze partidos já estão de olho na vaga de Luciano Cartaxo em João Pessoa

João Pessoa

Papel e lápis na mão porque a lista só cresce. A preço de hoje, João Pessoa tem 12 partidos com 15 pré-candidatos a prefeito do maior colégio eleitoral do estado. Um número alto que deve ser reduzido à metade até o período das convenções partidárias – de 20 de julho até 5 de agosto. Sugiro acompanhar para não perder o fio da meada.

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Nas eleições de 2016, quatro disputaram a Prefeitura de João Pessoa. Luciano Cartaxo se reelegeu com 59,67% dos votos. Em segundo lugar, ficou Cida Ramos (33,54%), à época apoiada pelo então governador Ricardo Coutinho.

O Democratas foi o primeiro partido a apresentar, oficialmente, um nome: o do ex-vereador e suplente de deputado estadual Raoni Mendes. O DEM, até agora, parece disposto a ser protagonista. É esperar até lá.

Comandado pelo senador José Maranhão, o MDB não lançou candidatura em 2016, mas já apresentou o nome do comunicador Nilvan Ferreira. Quem conhece Maranhão sabe que essa pré-candidatura deve ir até o fim.

O deputado federal Ruy Carneiro, que já concorreu a prefeito de João Pessoa por duas vezes, lançou o próprio nome pelo PSDB, mas ainda não dá para sentir firmeza partidária.

O PSB, que se viu em meio a rachas e a Operação Calvário, que levou a maior liderança do partido, Ricardo Coutinho à prisão, tenta se recompor em meio a estragos políticos. O deputado federal Gervásio Maia tem o sonho de disputar a prefeitura da Capital, mas terá o próprio Ricardo como ‘adversário’ interno e Amanda Rodrigues, esposa do ex-governador e que já está se mostrando em lives.

Cícero Lucena, apesar de ter ensaiado ficar de fora das disputas políticas, deixou o PSDB e migrou para o PP de Enivaldo, Aguinaldo e Daniella Ribeiro. Ele me disse que entrou no partido “sem pressão” de candidatura. Mas, sendo prefeito da Capital por dois mandatos, tem empatia e voto. De maio para cá, tem se animado nas redes sociais e já começa a impor opinião diante de questões que envolvem o Governo do Estado e a Prefeitura de João Pessoa, leia-se Luciano Cartaxo.

Cartaxo, aliás, está em uma sinuca de bico com o seu PV. Tem quatro nomes à disposição: Diego Tavares, Daniella Bandeira, Edilma Freire e Daniella Bandeira. Mas, nenhum testado nas urnas, o que fica difícil aglutinar apoios. Tem a máquina administrativa nas mãos que ajuda, mas não é suficiente.

PSOL vai manter a tradição de lançar candidaturas próprias. O nome deve ser Tarso Teixeira. O objetivo da legenda é aumentar o espólio eleitoral e deixar o partido vivo.

O Solidariedade, que conta com três vereadores na Capital, já apresentou João Almeida como pré-candidato. O presidente nacional da legenda, Paulinho da Força, em uma entrevista no início deste mês, confirmou a intenção e o nome de João.

Após o rompimento com o prefeito Luciano Cartaxo, o PRTB anunciou a pré-candidatura do deputado estadual Eduardo Carneiro. Já o deputado Wallber Virgolino não esconde de ninguém o desejo de entrar na corrida com o Patriotas.

O PSL, partido que elegeu Jair Bolsonaro em 2018 e que terá o segundo maior montante do Fundo Eleitoral para as eleições deste ano, tem o deputado federal Julian Lemos à disposição. A legenda perdeu Bolsonaro.

O PT, que apesar dos desgastes sofridos desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e com a prisão do ex-presidente Lula pela Operação Lava Jato, tenta mostrar que está vivo. O deputado Anísio Maia lançou a pré-candidatura, ontem. Mas, ainda precisa ter o aval em reunião na próxima sexta-feira. Foi com o PT que Luciano Cartaxo se elegeu prefeito de João Pessoa, em 2012. Ele deixou a legenda após as denúncias de corrupção contra Lula. Por ora, são esses.

Fazendo as contas das pré-candidaturas, é sentida a falta do PSD, hoje comandado pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. A legenda se destacou nas eleições de 2016, elegendo Cartaxo à reeleição. Hoje, a legenda praticamente está ‘enterrada’ na Capital e deve seguir o PSDB nas eleições deste ano.

Nos bastidores, dizem que Romero está fortalecendo o partido em Campina Grande, onde busca eleger o sucessor. Romero não esconde o desejo de disputar o Governo do Estado. Em João Pessoa, o diretório municipal era presidido pela vereadora Raíssa Lacerda. Sem apoio, a parlamentar decidiu ir para o Avante.

A chance escapou em 2018 por uma trapalhada do grupo das oposições. Mas, 2022 está quase lá. E, se o prefeito pretende brigar pela vaga, passa pelo fortalecimento do partido na capital do estado.

Por: Sony Lacerda, especial para o Portal Correio