Sindicatos FAKES liderados por grupos politiqueiros estariam manchando nomes de entidades sérias pelo País

Os principais jornais do país, inclusive, emissoras de televisão, denunciam a ação de falsos sindicalistas liderados por empresários ligados a grupos políticos de estarem promovendo atos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, usando caminhoneiros apoiados por empresas de transporte investigadas pela Justiça. Com frotas reforçadas, centenas de caminhões saem dos seus Estados de origem com destino à Brasília para participar dos grandes movimentos que incluem bloqueio de estradas, buzinaços, algazzaras e, na maioria das vezes, até agressões físicas contra alguns profissionais que se recusam a aderirem aos movimentos.

As denúncias partiram de um grupo de sindicalistas verdadeiros e que não se envolvem em atos políticos considerados “badernas” pelo país e que preferem manter suas identidades no anonimato. Segundo eles, algumas entidades fakes usam nomes e siglas de sindicatos verdadeiros na tentativa de fazer com que o povo brasileiro acredite que tais movimentos têm a adesão de praticamente 100% dos profissionais do volante, o que não condiz com a verdade.

De acordo com denúncias, um dos atos promovidos em Brasília teria sido organizado por um sindicato patronal, que não possui registro sindical, oriundo de Goiás (GO) e que teria “patrocinado” cerca de 35 caminhões de uma transportadora pertencente ao empresário Sérgio Gabardo, acusado de apoiar movimentos de apoio a Bolsonaro e pessoa ligada ao deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), que na época era cotado para ser ministro da Saúde. A entidade, considerada “fake”, usa a sigla “Sintrave-GO” e seu envolvimento no ato pró–Bolsonaro, realizado em 17 de maio último, em Brasília, foi repudiado pelo Sindicato dos Motoristas Cegonheiros de Goiás (SMSEG), conhecido como entidade séria que não se envolve em atos politiqueiros e de baderna pelo país.

Além de Gabardo, surge mais uma figura neste cenário considerado sujo, que envolve falcatruas e entidades FAKES. Trata-se do indivíduo identificado como Afonso Rodrigues, também conhecido pela alcunha de “Magaiver”, amigo de Sérgio Gabardo e que se auto intitula presidente de um sindicato sem registro, ou seja, sindicato de fachada. Segundo o Portal de Notícias Bahia News, no Paraná, Sergio Gabardo e seu “amigo” Magaiver, estariam sendo investigados por corrupção depois de tentar fazer com que o Governo do Paraná forçasse a montadora Renault a contratar a transportadora de Gabardo. Nesta mesma acusação, consta que Magaiver teria tentado comprar uma testemunha, segundo consta no processo nº 8941/2014, que tramita no Nurce – Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos. No entanto, a pergunta que não quer calar é; “porque diante de tantas evidências, Magaiver e Gabardo não estão presos?” e “Porque mesmo depois de comprovado o envolvimento de Sérgio Gabardo e Magaiver com sindicatos fakes, ambos não são punidos pela Justiça”? Acredita-se, no entanto, que os dois tem as “costas quentes” sendo apadrinhados por alguma facção poderosa da esfera política do Congresso Nacional.

Empresa investigada pelo CADE

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) vem investigando a Transportadora Gabardo, do empresário Sergio Gabardo, desde 2016. De lá para cá, é nítido o laço de envolvimento da transportadora com o falso sindicato Sintrave. Segundo denúncia, o falso sindicalista Magaiver seria uma espécie de “pau mandado” da transportadora Gabardo para promover atos em movimentos pró-Bolsonaro e até em proveito próprio.

A Transportadora Gabardo tem sua matriz no Rio Grande do Sul (RS) e é suspeita de patrocinar a campanha política do deputado Osmar Terra (MDB) em troca de contratos milionários de prestação de serviços para o Governo Federal e quem sempre está por trás de tais falcatruas é o sindicato fake por meio do seu “presidente”, o falso sindicalista Magaiver. Outro fato curioso que a Justiça deveria investigar é que o sindicato fake comandado pelo falso sindicalista funciona no mesmo endereço da Transportadora Gabardo. Com isso, fica clara a manobra de que Magaiver não representa a categoria dos caminhoneiros e, sim, dos interesses exclusivos da Transportadora Gabardo.

A Justiça deveria esclarecer os motivos que levam uma empresa gaúcha a participar de atos públicos no Distrito Federal (DF) usando praticamente toda a sua frota, gastando com combustível, pedágio, alimentação, hospedagem e diárias. Tudo isso tendo à frente um falso sindicalista (Magaiver) com o intuito de conseguir um contrato milionário com o governo, fazendo com que a empresa de Gabardo, além de ser a única vencedora das licitações, ainda a explorar o monopólio no trabalho ligado à União.