Presidente não gostou do fato de o economista Roberto Castello Branco estar trabalhando remotamente, devido à pandemia

Na tarde desta segunda-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro voltou a critica o atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Bolsonaro disse ter descoberto que o economista não estava indo ao serviço.

Segundo o presidente, o governo já havia tomado conhecimento que Castello Branco estaria há, pelo o menos, 11 meses trabalhando de forma remota, devido à pandemia.

O presidente ainda criticou a gestão dele à frente da estatal e afirmou que, mesmo em um momento de pandemia, é inadmissível que o presidente da Petrobras esteja fora da empresa por tanto tempo.

“O atual presidente da Petrobras está há 11 meses em casa, sem trabalhar. Trabalha de forma remota. O chefe tem que estar na frente, bem como seus diretores. Isso para mim é inadmissível”, disse o presidente à apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Durante a fala, Bolsonaro ainda criticou a queda das ações da Petrobrás na bolsa de valores, sugerindo que alguns setores da economia brasileira querem que a Petrobras esteja a serviço de grupos específicos.

“É sinal que alguns do mercado financeiro estão muito felizes com a política que só tem um viés na Petrobras: atender aos interesses próprios de alguns grupos no Brasil”, disse o presidente.

O mandato de Castello Branco encerra em 20 de março e Bolsonaro já indicou o general Joaquim Silva e Luna para assumir a companhia em seu lugar.