“Espero que o presidente Arthur Lira aja com postura contra esses ditadores”, disse o parlamentar

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) se manifestou contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de ordenar a prisão do também deputado federal do PSL no Rio, Daniel Silveira, consumada na noite de terça (16). Jordy atacou Moraes o chamando de “vagabundo”.

“Acabei de falar com o deputado Daniel Silveira e fiquei sabendo que sua prisão foi ordenada pelo vagabundo do Alexandre de Moraes”, escreveu Jordy, no Twitter. “Não iremos recuar! Espero que o presidente Arthur Lira aja com postura contra esses ditadores”, finalizou. Publicidade

O presidente da Câmara, Arthur Lira, se manifestou sobre a prisão de Daniel cerca de duas horas depois. Lira afirmou que pretende conduzir “com serenidade” a análise do caso. “Para isso, irei me guiar pela única bússola legítima no regime democrático, a Constituição. E pelo único meio civilizado de exercício da Democracia, o diálogo e o respeito à opinião majoritária da Instituição que represento.”

Silveira foi preso em flagrante pela Polícia Federal depois de divulgar um vídeo com discurso de ódio contra os integrantes do STF. O ministro Alexandre de Moraes entrou em contato com Lira por telefone logo depois de assinar a decisão.

A prisão do deputado foi determinada no âmbito do inquérito sigiloso que apura ameaças, ofensas e fake news disparadas contra ministros do Supremo e seus familiares. A gravação que levou Silveira à prisão foi divulgada após o ministro Edson Fachin classificar como “intolerável e inaceitável” qualquer forma de pressão sobre o Poder Judiciário.

A manifestação do ministro foi dada após a revelação de que um tuíte do general Eduardo Villas Bôas, feito em 2018 e interpretado como pressão para que o Supremo não favorecesse o ex-presidente Lula, teria sido planejado com o Alto Comando das Forças Armadas.

No vídeo, Silveira afirma que os onze ministros do Supremo “não servem pra porra nenhuma pra esse país”, “não têm caráter, nem escrúpulo nem moral” e deveriam ser destituídos para a nomeação de “onze novos ministros”.